Nem toda ação precisa de motivo.
Nem tudo deve ser justificado.
A vida é apenas um aglomerado
De impulsos, ímpetos, padrões de ação intuitivos.
Admita, você já viu isso antes.
O mesmo ator, movido pelo ódio
Protagoniza o mesmo episódio
E tem o mesmo fim que cada um dos figurantes.
Mas quem disse que é esse o meu papel?
Não sou vilão; muito pelo contrário.
Meu sentimento é bem mais arbitrário
Mais amigável, mais acolhedor, menos cruel.
Meu amor pode ser improvisado
Só preciso que aceites aceitá-lo
E o desfecho, tentes adivinhá-lo
Ainda que nenhum de nós dois o tenha ensaiado.
11/09/2010
Porque a gente escreve cada merda quando quer falar de amor...
9/17/2010
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