Teu mundo: punho bem fechado.
Não sei abrir sem agredir.
Teus olhos: torres de vigia.
[Guardas armados.]
Canhões prontos pra me atingir.
Teus lábios: muro de concreto.
Não sei abrir sem derrubar.
Teus gritos: golpes de machado.
[Vogais que matam.]
Ai de mim se eu me aproximar.
Teu coração: rubra granada.
Não sei abrir sem explodir.
Teus ouvidos: um par de cofres.
[E eu me pergunto:]
Que fortuna haverá ali?
Teu corpo: cena de algum crime.
Não sei abrir sem violar.
Tua alma: espelho da minha.
[Meu Deus, que esgoto.]
Chega. Não quero te exumar.
04/05/2017, com coceira.
5/10/2017
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